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Bate-papo com Mayumi Enokibara, bailarina do Miami City Ballet

Bate-papo com  Mayumi Enokibara, bailarina do Miami City Ballet

Oi gente, tudo bem?!

Para nosso primeiro bate-papo aqui, convidamos  Mayumi Enokibara, bailarina do Miami City Ballet.

Mayumi comecou a dançar balé aos 3 anos de idade e logo se sobressaiu com seu talentoApós a indicação da sua  professora de balé , da escola regular,  procurou a Escola Estadual de Dança Maria Olenewa e aos 8 anos de idade ela fazia parte  da Escola de Formação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

May e eu nos conhecemos no Summer Program de Miami, em junho de 2011, e depois continuamos mais um ano estudando na escola. Foi um ano especial... é realizador ser aprovada em uma escola de referência como o MCBS, mas ao mesmo tempo a pressão e a cobrança são bem grandes... por sorte tivemos uma a outra. Morávamos eu, ela e  mais duas bailarinas da escola e juntas dividíamos as angústias, chorávamos e nos divertíamos muito também!

Passado um ano, eu voltei para o Brasil e ela seguiu lá,  hoje já no corpo de baile da Companhia.


Em 2011, May tinha 14 anos, era a caçula  da turma, falava pouco inglês,   mas se comunicava com todos e era muito querida!   Mesmo sendo  tão jovem, já  demostrava, naquela época, força, determinação e se destacava com seu talento.

Uma pessoa muito especial, que marcou uma fase importante da minha vida e que me orgulho tanto em ver  a bailarina que se tornou hoje.


Conversando com Armando,  ela conta um pouquinho  de sua trajetória, se abre em relação as suas inspirações e até mesmo revela alguns de seus costumes diários. Confira!!!

Bjobjo,

Bella  

 

AB - COMO COMEÇOU A SUA HISTÓRIA COM O MIAMI CITY BALLET? FALE-ME UM POUCO DESSA TRAJETÓRIA

ME - Aos 14 anos, eu recebi uma bolsa pra fazer um curso de verão no Miami Ballet School. Durante o curso, a escola me convidou para ficar para participar do ano letivo. A princípio, eu iria ficar por um ano, mas acabei ficando quatro anos. Foram dois anos como estudante e outros dois anos como aprendiz da Companhia. Com 18 anos de idade eu fui promovida para a Companhia. Hoje, aos 22 anos, já estou começando minha quinta temporada com a Companhia.

 

AB –COMO É A EXPERIÊNCIA DE TRABALHAR NO MIAMI BALLET?

ME - Nós fazemos 4 temporadas no Miami City Ballet, além da produção de Quebra Nozes. Como é uma companhia que segue o estilo de George Balanchine, nosso repertório é bem variado, o que é bem interessante, pois dançamos muito, mesmo estando no corpo de baile. Isso é uma das coisas que eu gosto muito da Companhia, nossa diretora, Lourdes Lopez, oferece muitas oportunidades para que os bailarinos façam papéis de destaque, mesmo sendo integrantes do corpo de baile,como eu, por exemplo, que tive a oportunidade de ser solista em Quebra Nozes.

 

AB - A ROTINA DE UMA COMPANHIA PROFISSIONAL É MUITO EXIGENTE. QUAIS SÃO OS CUIDADOS QUE VOCÊ TEM COM SEU FÍSICO ?

ME - Começo a trabalhar na Companhia às 10 horas da manhã, com uma aula de balé clássico de 1 hora e meia e depois disso começam os ensaios. Nosso dia termina às 18:30 e temos 1 hora de almoço.

Fisicamente, eu procuro sempre me alimentar bem, faço balde de gelo todos os dias, frequento a fisioterapia e pratico gyrotonico. Na Companhia nós temos fisioterapeutas e uma sala de pilates a nossa disposição, o que é muito importante para meu físico, mas além disso eu procuro sempre ter meu momento na parte da manhã,quando eu rezo e medito, para que eu consigmentalmente continuar com o meu dia bem.

 

AB - O QUE TE INSPIRA?

ME - Quando eu estava de férias no Brasil eu pensei sobre isso. Toda vez que eu vou para o Brasil é um momento que eu tenho de me recarregar e é quando eu lembro o meu propósito, o que eu escolhi pra minha vida. Eu me espelho muito nos meus pais, então ter o apoio da minha família e saber que, independente de onde eu estiver, eles vão estar me apoiando é muito inspirador. Balé é algo muito grandioso na minha vida


Além de tudo, aqui na Companhia tem muitos bailarinos que é impossível  você olhar e não se inspirar; conseguimos ver maravilhosamente o amor que eles têm pela dança. O que mais me inspira é ver pessoas fazendo o que amam. É um presente muito grande de Deus conseguir trabalhar com o que eu amo.

 

AB - O QUE VOCÊ POSSIVELMENTE ESTARIA FAZENDO HOJE SE NÃO ESTIVESSE DANÇANDO?

ME - Eu não consigo me ver fazendo outra coisa além de dança, mas uma coisa que eu estou lutando muito pra fazer, e na verdade é um sonho, desde que eu penso em fazer uma faculdadeé  Fisioterapia. Eu acho que vai me ajudar muito em relação à dança.

 

AB -  O QUE É IMPORTANTE PARA VOCÊ NA HORA DE COMPRAR UMA ROUPA DE DANÇA?

ME - Eu sempre procuro por qualidade e beleza. É muito bom quando temos aquele sentimento de “gostei muito e quero ter pra mim”. A história da marca sempre me atrai, como foi fundada e tudo mais.

 

AB - O QUE A MAYUMI LEVA DA DANÇA PARA A VIDA?

ME - A principal coisa que a dança me ensinou e que a gente aprende desde pequeno é ter disciplina. Isso foi algo que me ensinaram muito na Escola Maria Olenewa.

A dança é algo muito especial, é um grande aprendizado, é onde eu consigo transmitir minhas emoções, e poder levar a dança junto a minha vida me faz evoluir cada vez mais como pessoa.

 

 

 


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