Celebrando um ano de marca


Dia 11 de junho fizemos um ano, um ano de trocas e encontros com pessoas que hoje fazem parte da nossa história. E para fechar esse mês especial trouxemos para cá um pouquinho do que rolou na nossa comemoração. 

Sabemos que, devido ao momento de afastamento social, festas e encontros não são oportunos, mas não poderíamos deixar de celebrar esse dia e dividir com as pessoas que apoiam, admiram e acreditam na marca, nossa gratidão por tudo que foi vivido durante esse um ano. 

Fizemos uma programação especial no instagram durante todo o dia: tivemos parabéns e bate-papo ao vivo, Quiz sobre a marca acontecendo nos stories, live contanto um pouquinho sobre processo criativo e criação de um collant em tempo real para uma seguidora, sorteios e muita alegria. Nossa ideia era realmente poder contagiar e dividir com aqueles que nos seguem nossa felicidade em ver um projeto que há um ano era um sonho, hoje dando certo e sendo realidade. 

O resultato foi um dia muito especial! 

Dividimos a seguir algumas fotos e o bate-papo que aconteceu entre Armando e eu, em que conto um pouquinho sobre esse um ano de marca, desafios e conquistas.  

 

Bjobjo, 

Bella 

 

 

AB - Vamos fazer uma retrospectiva de tudo que a marca viveu durante um ano. Conte um pouco pra gente como está sendo essa aventura de ser uma empreendedora no mundo do E-Commerce, abrindo sua loja virtual.

BV – Eu ja tinha a ideia da marca há alguns anos  e,  quando eu tive o sonho e o desejo de criar a marca, eu não tinha muita certeza se seria uma loja fisica ou online. A vontade era mesmo de ter esse trabalho em que pudesse juntar a minha vida de bailarina com o novo caminho que eu estava construindo com a moda.

Eu demorei um pouco pra lançar a marca. A ideia surgiu logo quando  terminei a graduação, no final de 2015,  e a marca só foi lançada em Junho de 2019. Ou seja, foram alguns anos com a ideia incubada, sendo amadurecida.  

Eu tive muito receio de criar o meu próprio  negócio sendo jovem e sem muita experiência. Mesmo depois do mestrado, eu ainda me sentia insegura por nunca ter trabalhado para uma marca. No final de 2018, eu já era estilista da Le Infance há mais de um ano e o desejo de colocar em prática a ideia da marca começou a ser mais forte, sentia que a minha vontade de tentar, independente se daria certo ou não, era maior que o medo e incertezas do que poderia acontecer. Assim, percebi que estava preparada para encarar esse desafio e comecei a colocar em prática minhas ideias, até que em junho do ano passado a marca realmente se concretizou. 

Nesse momento em que me senti pronta, nós já estavamos com esse cenário do E-Commerce mais forte e como meu irmão trabalhava nessa área,  enxerguei como sendo um bom caminho e assim nasceu nosso site! 

A experiência tem sido muito legal e de muito aprendizado. Ao mesmo tempo que a loja online limita um pouco o serviço, comparada à loja física, também amplia no sentido de poder alcançar mais pessoas em localidades diferentes e ver nossos produtos sendo enviados para tantos lugares diferentes é muito gratificante.

  

AB - O que você  considera como maior desafio de uma loja online em relação à loja fisica?

BV- Acho que muitas pessoas, inclusive eu como consumidora de outras marcas, às vezes têm resistência pelo online quando se trata de roupas, por não saber exatamente como a peça vai vestir no corpo. Mas acho que quando a politica do site deixa claro que trocas e devoluções são possíveis e fazem parte do direito do consumidor,  essa resistência tende a diminuir e as pessoas sentem mais liberdade para experimentar.

Outro ponto que considero como desafio, e talvez o maior deles, é o fato de que quando  estamos em um estabelecimento fisico, mesmo sem perceber, nós vivemos uma experiencia com vários estimulos sensoriais. A pessoa pode tocar no tecido e sentir as diferentes texturas, sentir o cheiro da marca, ouvir a  trilha sonora que estiver tocando ... Quanto mais nossos sentidos são estimulados, mais temos a tendência em sermos envolvidos e entrarmos na atmosfera da marca. E quando a gente está numa loja virtual o único estimulo é visual. Nós temos que conseguir envolver a pessoa apenas pela interface de um computador ou celular, e muitas vezes ainda dividir a atenção com interferências externas, pois não temos o controle do ambiente que o cliente está.

 

AB – Você considera a moda como uma ferramenta de comunicação. E com isso você decidiu criar um meio de comunicação extra com os clientes da Labè , que é o blog ‘Da Danca Para a Vida’. Por que pra você é tão importante ter esse espaço dentro da sua loja virtual?

BV – Eu acho que a moda é um assunto  um tanto complexo. Falar de moda é falar de um sistema que envolve uma série de fatores, tanto sociais, politicos, econômicos, quanto compontamentais e estéticos,  mas que muitas vezes não são vistos como parte desse universo fashion. Isso porque a forma como a moda é comunicada, faz com que as pessoas, de forma geral, tenham a construção de que quem gosta de moda é um pessoa muito apegada à aparencia e consumista, e isso acaba trazendo uma imagem de que moda é uma coisa  supérflua e até fútil. 

Acho que existe muito pré-conceito e eu mesma antes de entrar na faculdade me questionei se deveria seguir esse caminho, por essa construção social que tinha na minha cabeça. 

Ter ingressado no curso e ter me permitido conhecer melhor esse universo foi a chave para uma nova perspectiva e entendimento de que existe muita coisa por trás das vitrines que a gente vê. Acabei me apaixonando, por ver que  além de pesquisas e estudo de comportamento, que são áreas que eu gosto, nesse universo eu também poderia criar e me expressar , assim como na dança. 

Então, a ideia do blog surgiu muito pelo meu desejo de poder estender o diálogo, que nas mídias sociais tende a ser mais suscinto , em um espaço em que as pessoas possam ter acesso a  mais informações. Eu acho que, como profissional da área de moda,  é o meu papel também levar informações, conscientizar e educar as pessoas em relação ao que elas vestem. Assim, o  blog vem para falar um pouco sobre moda, trazer alguns textos de caráter mais reflexivo  e é um canal que possibilita também estender a fala sobre a dança, trazer visões da história, bailarinos que fizeram diferença no cenário da dança,  e conhecer   quem são os bailarinos de hoje, que estão fazendo a história da dança acontecer pelo mundo, além de bate-papos com convidados que de alguma forma têm relação com esse contexto. 

 

AB – Conte um pouco pra gente da ideia das T-Shirts

BV - As  T-shirts são uma forma de poder trazer o discurso e a mensagem da marca ou da coleção de uma forma mais direta. Os collants são criados dentro de um contexto, o que as pessoas vêem é o resultado da leitura que eu faço de uma história, construida por meio de inspirações, pesquisas e referências, que é traduzida em roupa. Mas para quem não acompanha a comunicação da marca ver as peças isoladamente pode parecer algo só estético e sem contexto. Eu gosto de trabalhar com as t-shirts, por ser o tipo de peça que além de básica e atemporal, o que tem muito a ver com a proposta da marca, possibilita uma mensagam mais imediata, por meio das estampas com escritas.

 

AB - Fala um pouquinho como planeja  os eventos que realiza.

BV - Eu gosto muito, quando é possivel, de estar reunida com as pessoas,  por ser uma forma de proporcionar a experiência que nem sempre o virtual possibilita. Isso acontece,  tanto participando  de eventos como feiras ou reuniões de marcas,  quanto em  eventos exclusivos que são promovidos pela LABÈ. 

Dos que nós organizamos, além do realizado no lançamento em 2019, destaco  o Spa dos pés que promovemos em novembro, em parceria com a loja Provanza. 

Nesse caso, estávamos próximos ao fim do ano,  que é sempre um período mais corrido, principalmente para os  bailarinos, com uma  rotina de ensaios mais intensa, por conta dos espetáculos e então pensei que uma tarde para relaxar é o que eu desejaria vivendo esse contexto. As ideias para os eventos  nascem muito do que eu pessoalmente gostaria de experienciar e me encantaria viver com uma marca... a partir  dos desejos que nascem,  eu tento  proporcinar uma vivência  para as  pessoas que estão com a gente.

 

AB- Para finalizar, conta para gente o que mudou para você e para marca em relação ao tempo, depois desse um ano. Você passou a ver o tempo de forma diferente? O fato de estarmos vivendo esse momento de pandemia mundou alguma coisa nessa concepção e significado que o tempo tem para você?

BV - Não, eu acho que entender o valor do tempo está muito relacionado a valorizar as pequenas coisas da vida e as nossas escolhas, no sentido de ser mais criterioso com o que  vale à pena a gente investir  nosso tempo, e  quando temos  o clique dessa percepção o sentido do tempo não muda. 

Penso que, por mais que a marca fale sobre isso, não necessariamente as pessoas que a seguem vão absorver e ter o mesmo entendimento de valor que o tempo tem pra mim e para a marca, por exemplo.

Eu fui despertada para esse olhar sobre o tempo em uma palestra com centenas de pessoas, e muito provavelmente muitas delas nem lembram que foi falado sobre tempo lá. 

Acho que essa conexão se cria muito pela forma como se comunica e ainda mais pela “pré-disposição “ do interlocutor para absorver determinado conteúdo, baseado no seu backgroud e suas vivências.  Sendo assim, o que eu sinto que talvez possa ter mudado nesse um ano, é que, no inicio, muitas pessoas poderiam olhar para a marca e achar essa relação com o tempo legal, mas sem se conectar de fato, e hoje com esse cenário da pandemia, as pessoas ficaram mais introspectivas, passaram a olhar pra vida de uma forma diferente e o valor do tempo parece ter ficado mais em evidência. Vejo mais pessoas falando sobre isso e sinto que o que a marca já falava, agora faz ainda mais sentido para algumas pessoas. 

 

 

 

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