Que código você veste?


Hoje me peguei pensando o quanto os códigos das nossas roupas parecem estar ainda mais em evidência nesse período peculiar em que estamos vivendo. 

Trocar de roupa para se sentir mais produtivo em casa, colocar a roupa da academia para não sabotar os exercícios do dia, vestir o collant, a meia-calça ( e não deixar de fazer o coque ) para sentir que está realmente fazendo uma aula de ballet e, até mesmo, passar uma maquiagem para dar “ aquele up”, são pequenos exemplos que ressaltam a importância  que o vestir traz para nossas vidas, além das funções básicas de proteção e valores sociais.

Nossas roupas estão repletas de códigos que conversam diretamente com nosso subconsciente. 

Por que tirar o pijama, de certa forma, nos estimula a dar inicio às atividades do dia?!  Já parou para pensar que, a principio,  essa troca não faria diferença?

 Nada impediria que você continuasse de pijama, certo?! Acontece que seu código revela a mensagem “fui criado para vestir na hora de dormir”, o que automaticamente faz com que o ficar de pijama nos traga aquela sensação de molezinha no corpo. 

Esse foi um exemplo simples, próximo à realidade do que vivemos no momento, mas assim também acontece com  as nossas roupas de  modo geral.  

Por que vestir uma roupa mais arrumada para sair de noite, ou colocar aquele shortinho pra ir a um show?! 

Nossas roupas estão em um diálogo constante com nós mesmos. 

Nosso humor e estado de espírito também interferem em nossas escolhas do vestir e, ao mesmo tempo, o que vestimos influência em nosso comportamento.

Da mesma forma que quando não estamos muito bem tendemos a optar, naturalmente, por cores mais sóbrias, também  podemos, nessa mesma situação, querer cores mais vivas para dar uma levantada no astral.

 E assim os códigos vão se evidenciando... o  salto alto que traz a sensação de poder e elegância,   o decote que faz você se sentir mais feminina,  a blusa largadona que faz você andar com o corpo mais relaxado, e por ai vai...

Naturalmente vamos revelando quem somos de forma visual, muitas vezes sem perceber toda essa comunicação que existe por trás.

Fazendo um paralelo com a relação bailarina e figurinos,  percebemos que na dança esses códigos também estão presentes. O figurino tem aquele poder de envolver o bailarino no personagem, fazer acreditar que ele realmente é aquilo que está interpretando,  podendo até ajudar a melhorar a performace na hora da apresentação. E da mesma forma  que a relação  com o figurino pode trazer uma experiência muito positiva, efeito contrario também acontece. Quem nunca acabou não entregando o melhor que poderia no palco, porque entrou insegura, por não se sentir confortável com o figurino?!

Diante dessa análise, fico pensando o quão paradoxal é, em um momento em que, pensar em roupas parece não ser prioridade, serem as roupas muitas vezes o nosso combustivel para começarmos a viver o dia.

O que acha sobre isso?! Me conta lá no Instagram =)

Bjobjo,

Bella


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